Empresário tem liberdade condicional revogada após ameaças

Brasão da Polícia Civil do ParanáAltino Masson, de 67 anos, empresário do ramo imobiliário que havia sido condenado, 2003, pelo assassinato de um funcionário de sua empresa e estava em liberdade condicional, foi preso novamente no último dia 11 de fevereiro.

Segundo o delegado Francisco Caricati, o homem que já havia ficado preso por nove anos, foi denunciado por estar ameaçando pessoas em Itapoá, onde reside. Por esse motivo, ele teve a sua liberdade condicional revogada.

Na Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (PR), onde está preso, Altino disse não saber o motivo pelo qual foi preso. Além disso, ele nega ser o mandante do homicídio pelo qual foi condenado há 11 anos, dizendo que o homem que cometeu o assassinato o incriminou.

Sobre o homicídio

Daniel Rodrigues dos Santos foi morto em maio de 2003 por um pistoleiro de aluguel. Na época, o crime chocou as cidades de Guaratuba (PR) e Itapoá.

Jadir Carlos Figueiredo, de 46 anos à época, foi o autor confesso do homicídio. Ele havia saído do Carandiru, presídio em São Paulo (SP), em liberdade condicional, e foi trabalhar como segurança de Altino Masson, sócio de Daniel em uma imobiliária itapoaense. Os dois possuíam um grande loteamento na Cidade avaliado em R$ 8 milhões, segundo a Polícia. Para se apoderar de tudo, Altino resolveu se livrar de Daniel.

Conhecedor do passado criminoso de Jadir, o empresário convidou o seu segurança a cometer o assassinato. Ofereceu um automóvel VW Santana, um lote com casa e uma quantia em dinheiro. Sem muitas perspectivas de vida, Jadir aceitou e passou a planejar o crime. No dia 21 de maio de 2003, ele viajou a Itapoá, onde conheceu o seu alvo.

No dia seguinte, 22 de maio de 2003, retornou à imobiliária armado e rendeu quatro pessoas que lá estavam, sendo eles Daniel, a secretária dele, um trabalhador braçal e um cliente. Todos foram obrigados a entrar em um automóvel VW Gol, de propriedade de Daniel, pelo qual se dirigiram de Itapoá a Guaratuba.

Já na cidade vizinha, foram até um matagal, local em que Jadir obrigou todos a ficarem nus, menos Daniel. “Queria trazer Daniel a Curitiba para ele pegar alguns documentos que deveriam ser entregues ao Altino”, relatou o criminoso na época.

Segundo a Polícia, após todos ficarem nus Jadir ainda teria estuprado a secretária, fato negado por ele. “Não estuprei. Nem tinha como. Apenas dei uns tapas”, explicou quando foi preso.

Após isso, Daniel teia começado a falar alto e gesticular muito, o que teria irritado o sequestrador. A vítima foi morta com dois tiros na frente dos demais reféns, que reconheceram Jadir como autor do crime.

Jadir assumiu tudo tão logo foi preso, porque segundo ele havia sido enganado por Altino, que não pagou o que prometeu.